Pós Leituras Inclusivas

cQuando com uma deficiência alguém nasce ou por acidente a contrai, inicia-se para o seu portador e família uma longa história de dificuldades. Aceitar ser deficiente, por vezes, não é o mais difícil para quem é seu portador. A atitude das pessoas e da sociedade, é provavelmente o que mais custa para quem sofre de uma deficiência.

Ser portador de deficiência nunca foi fácil, nem “aceitável”, com base nos padrões de normalidade estabelecidos pelo contexto sócio cultural. Outrora, os portadores de deficiência eram vistos de formas antagónicas: sacrificados, como um mal a ser evitado; privilegiados como detentores de poderes; perseguidos e evitados; protegidos e isolados, como insanos e indefesos.

O conceito de deficiência evoluiu e hoje é entendida como uma condição humana. Os mitos de outrora começam a ser derrubados.

A INCLUSÃO é pois, um desafio que deverá ser abarcada por toda a sociedade.

No Agrupamento de Escolas de Mem Martins, a INCLUSÃO é naturalmente efetuada; o número de Unidades de Ensino Estruturado é disso prova (3). Várias dezenas de alunos com diferentes deficiências, estão integrados nas diferentes unidades de ensino que frequentam. Docentes e técnicos das unidades trabalham em parceria para que crianças e jovens sejam integrados e preparados, da melhor forma, na vida escolar e para a vida ativa.

No contexto escolar, as crianças ditas “normais”, são, provavelmente, mais do que os técnicos e docentes, os pilares da INCLUSÃO dos colegas com necessidades educacionais especiais. São com elas que vão partilhar a mesma sala de aula, são com elas que vão participar e interagir em atividades e rotinas, são com elas que vão partilhar a biblioteca, o recreio, o bar de alunos, a sala de convívio…

Ambientes inclusivos podem favorecer o desenvolvimento das crianças deficientes por oferecer um meio mais estimulador (cognitiva, social e linguisticamente) do que ambientes segregados.

É tanto mais fácil ser um colega modelo de interação social, e logo, agente ativo da INCLUSÃO, quanto maior for a consciencialização, a perceção, o conhecimento e a compreensão das deficiências, das limitações a elas associadas, das dificuldades sentidas, dos comportamentos, das estratégias de ajuda … que os portadores de uma qualquer deficiência apresentam ou necessitam.

Esta foi a premissa para mais uma ação do projeto “Bibliotecas ColorADD”.foto

Denominada Pós Leituras Inclusivas, a iniciativa dinamizada pelo Psicólogo Escolar, Edgar Beles, teve por objetivo explicar às crianças da Piloto (EB1 Mem Martins n.º2), a deficiência do contador da história que assistiram na semana anterior (aluno da Escola Secundária de Mem Martins, portador do Síndrome de Asperger).

Num diálogo simples entre técnico e atentos alunos, foi explicada a deficiência, os seus sintomas, limitações e comportamentos. Foi também explicada as ações e atitudes que as crianças devem e não devem fazer, na presença de pessoas que são portadoras desta deficiência e ainda o papel ativo e preponderante que assumem na INCLUSÃO de pessoas deficientes.

A lição aparentemente foi bem apreendida – Acolher a Diferença e aceitá-la como um desafio, é missão de cada um de nós!

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Bibliotecas ColorADD – Um exemplo a seguir

redeIncentivar o desenvolvimento de projetos inovadores que promovam as boas práticas pedagógicas, que impulsionem novas dinâmicas, que sejam expoentes de qualidade e exemplos a seguir por outros estabelecimentos de ensino, é a génese e pretensão do Concurso Anual de Projetos de Excelência promovido pela Divisão de Educação da Câmara Municipal de Sintra.

O projeto “Bibliotecas ColorADD – Uma porta para a INCLUSÃO”, do Agrupamento de Escolas de Mem Martins, despertou já o interesse de outros agrupamentos de escolas do concelho, que pretendem seguir as suas pisadas, nomeadamente na aplicação do Sistema de Identificação de Cores para Daltónicos – ColorADD, nos serviços e recursos das bibliotecas escolares.

Duas docentes em representação do Agrupamento de Escolas Alfredo da Silva – Albarraque, deslocaram-se à Terra do Faz-de-Conta, biblioteca escolar da EB1 Mem Martins n.º2 – Escola Piloto, pioneira no Mundo a implementar o código ColorADD, neste sector de atividade .

O intuito desta visita foi conhecer os procedimentos, estratégias e ações necessárias para, também no agrupamento que representam, o poderem implementar.

É o início da disseminação e consolidação do Projeto de Excelência e de INCLUSÃO  “Bibliotecas ColorADD”.

É também uma forma de reconhecimento e valorização do trabalho desenvolvido pelos professores bibliotecários que orgulhosamente representam o Agrupamento de Escolas de Mem Martins.IMG_3486

 

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Leituras Inclusivas

livroUtilizar a leitura como “veículo” para promover o convívio e o intercâmbio entre alunos com e sem necessidades educativas dos diferentes ciclos de ensino é, entre outros, o objetivo primeiro da ação “Leituras Inclusivas”, do Projeto de Excelência “Bibliotecas ColorADD – Uma porta para a INCLUSÃO”.

Ultrapassada toda a logística e ações necessárias para que estes encontros se possam concretizar (autorizações de encarregados de educação, transporte dos alunos, conciliação de horários…), foi dinamizado, na EB1 Mem Martins nº2 ( Escola Piloto), mais um momento especial e enriquecedor de contação de histórias.

150 alunos, divididos em duas sessões, deslocaram-se até à Terra do Faz-de-Conta, biblioteca escolar desta unidade de ensino do Agrupamento de Escolas de Mem Martins, com vontade e curiosidade em ouvir uma história contada por alguém também especial: um aluno com Síndrome de Asperger, da Escola Secundária de Mem Martins.

Porque a leitura é para todos, porque não faz mal ser diferente, porque não faz mal ter um amigo imaginário, e aceitar alguém que o tenha é também uma forma de INCLUSÃO, foi a história “ALDO”, de John Burningham, a eleita para ser lida às crianças da Piloto.

Acompanhado pelo apoio técnico do Psicólogo Educacional a exercer funções no agrupamento, Edgar Beles, também ele um apaixonado pela leitura, Francisco Claudino, o ilustre contador desta história, contou-a com mestria aos atentos petizes.aldo capa

O momento pós conto, foi talvez o mais enriquecedor desta INCLUSIVA ação: o Francisco e as crianças falaram da história, dos interesses e preferências pela leitura e pelas bibliotecas, entre outras curiosidades que os mais destemidos quiseram perguntar.

Francisco, tu és The Best!”, dito por um dos alunos presentes, retrata na perfeição, o que todos os envolvidos nesta ação acham da prestação do aluno.

Assistiram ainda a esta ação, além dos diretamente envolvidos, o jurí que acompanha os Projetos de Excelência promovido pela Divisão de Educação da Câmara Municipal de Sintra, constituído por representantes da Escola Superior de Educação de Lisboa, da Direção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo e da Divisão de Educação da Câmara Municipal de Sintra.

No final da ação, ao ilustre Contador de Histórias, foi oferecido um Diploma de Participação. As crianças comprometeram-se em realizar um registo da ação, escrito ou desenhado, para também o presentear e agradecer.

A Todos os envolvidos que tornaram possível mais uma ação do Projeto de Qualidade “Bibliotecas ColorADD – Uma porta para a INCLUSÃO”, em particular ao Francisco, ao seu pai que assegurou o seu transporte e ao Edgar Beles, o Psicólogo Educacional, o sincero agradecimento da equipa de professores bibliotecários do Agrupamento de Escolas de Mem Martins.

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Um dia aos olhos de um daltónico – Capítulo III

 

dUma folha em branco e uma caixa de lápis de cor são objetos que fazem parte de qualquer imaginário infantil.

Quem nunca pegou em coloridos lápis e deu “asas” à imaginação, rabiscando casas, animais, pessoas, super-heróis, jogadores de futebol, flores, naves espaciais…

Através do desenho, a criança naturalmente cria e recria formas expressivas onde integra a imaginação e a realidade fazendo com que o seu desenho seja um canal de comunicação entre ela mesma e o mundo exterior sem os obstáculos, regras e noções estéticas sociais que futuramente possa absorver.

Imagine um desenho de uma criança em que a cor verde é utilizada para pintar a areia da praia, a cor lilás para pintar o céu, a cor laranja para pintar a relva…

Se o apreciar com um olhar artístico, provavelmente irá pensar que esta criança é muito criativa e que no futuro provavelmente será um famoso artista plástico. Poderá até dar-lhe os parabéns e incentivá-lo.

Se o apreciar com um olhar mais crítico, provavelmente irá pensar que esta criança ainda não aprendeu as cores e que com a idade que tem já as deveria saber. Poderá até repreendê-lo.

Se o apreciar com um olhar mais atento, provavelmente irá equacionar que esta criança poderá sofrer de algum tipo de daltonismo, razão pela qual aparentemente utiliza lápis de cor que não correspondem às cores naturais das coisas que desenha.c

Coisas simples do quotidiano, como identificar um lápis de cor, vestir-se, comprar roupa, interpretar mapas e atravessar o semáforo podem tornar-se tarefas complicadas para quem tem daltonismo. A dificuldade de identificação de cores gera no dia a dia destes indivíduos desconforto e insegurança, podendo até comprometer o rendimento e a sua aceitação em situações de integração social, escolar e profissional.

Na escola nem sempre é fácil a vida de um pequeno daltónico. Quando a atividade que lhe é proposta implica uma decisão diretamente relacionada com a COR, ele certamente sente dificuldade e confunde-se. As aulas de geografia, de química, de expressão artística… poderão tornar-se verdadeiras “batalhas” uma vez que a COR é usada na abordagem de muitos dos seus conteúdos.

O daltonismo limita a aquisição de conteúdos prejudicando o rendimento escolar. Limita também a mobilidade, a autonomia…

Todos devem estar atentos e ser sensibilizados para esta incapacidade, nomeadamente os professores.

Cientes de todas estas premissas, as equipas responsáveis pelo projeto “Bibliotecas ColorADD”, do Agrupamento de Escolas de Mem Martins, e pelo Projeto “Somos Crianças”  , da Rede de Equipamentos Lúdicos da Divisão de Educação, da Câmara Municipal de Sintra, encontraram já uma forma simples e consensual de abordagem às vivências/ constrangimentos/ limitações que um daltónico sente no dia a dia.

Da criatividade e profissionalismo destas duas equipas, ninguém duvida e, fazendo jus ao tradicional dito que em anterior artigo foi já aqui publicado “Várias cabeças pensam melhor que apenas uma”, foram elaboradas três propostas de atividades em mais uma reunião entre os elementos envolvidos nesta parceria.

Atividade 1: “Pinta e desenha o que te peço!”

Atividade 2: “Como vê um daltónico?”

Atividade 3: “A COR é para TODOS!”

Um elemento de uma das equipas serviu de “cobaia” para realizar uma das propostas:

“Pinta e desenha o que te peço!”

lápis adulterados

Numa folha branca e recorrendo a vários lápis de cor, foi-lhe solicitado a representação simbólica através do desenho, de um porco cor-de-rosa, de um morango bem vermelho com verdes folhas, de uma árvore de tronco castanho, verde folhagem e suculentas maçãs vermelhas.

O resultado não podia ser melhor: a artística “cobaia” rabiscou um porco lilás, um morango bem castanho com laranjas folhas e uma árvore de tronco verde, roxa folhagem e suculentas maçãs laranjas.atividade 1

A “cobaia” foi surpreendida e os restantes elementos das equipas ficaram satisfeitas com o efeito e resultado desta simulação tantas vezes real para um daltónico (dificuldade na identificação correta dos lápis de cor).

Este efeito foi conseguido pela adulteração dos lápis de cor: O seu aspeto exterior, a cor do corpo dos lápis, não corresponde à real cor das minas: o lápis de cor vermelha, pinta de cor verde; o de cor verde, pinta de cor laranja…

O levantamento de material necessário para colocar em prática esta ambição comum e a responsabilidade de produção dos diferentes materiais, foi também definida nesta reunião. Ambas as equipas colocaram já “mãos à obra” para tudo estar pronto, o mais breve possível, para a renovada “Exposição Interativa – Somos Crianças 2013”.

Em março são abertas as marcações para as escolas poderem manifestar o interesse em ver dinamizada esta exposição nos respetivos estabelecimentos de ensino, e entre 16 de abril e 24 de maio, as técnicas de animação responsáveis pela sua dinamização, deslocar-se-ão às escolas que manifestaram o seu interesse aos Centros Lúdicos de Rio de Mouro ou das Lopas.

Contactos para marcação:

21 916 69 96 (Centro Lúdico de Rio de Mouro)

21 431 91 54 (Centro Lúdico das Lopas)

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As CORES da Paz

Mural EE guerra de almofadasCriatividade, inovação, originalidade, singularidade… são qualidades que têm caraterizado, ao longo dos anos, a dinâmica da Terra do Faz-de-Conta, a biblioteca escolar da EB1 Mem Martins n.º2 – Escola Piloto.

Várias são as ações e os projetos desenvolvidos que mereceram e merecem o reconhecimento desta biblioteca escolar. O projeto “Bibliotecas ColorADD”, é disso exemplo. Foi esta biblioteca, a 1ª no Mundo, a aplicar aos seus serviços e recursos, o Sistema de Identificação de Cores para Daltónicos – ColorADD.

A capacidade de reinventar as ações e projetos dinamizados, é também uma caraterística da equipa de docentes que gere este espaço.

A celebração do “Dia da Não-Violência e da Paz nas Escolas”, efeméride comemorada a 30 de janeiro, foi este ano alvo de reformulações. Um dos objetivos desta reformulação foi a inovação. Outro dos objetivos foi a associação da comemoração deste dia ao processo de alfabetização visual do código monocromático ColorADD, baseado em símbolos que representam as cores, que na Piloto está a ser implementado.

Para a equipa da biblioteca escolar, a família não é importante no processo de educação, ELA É FUNDAMENTAL.

Cientes de que as cores são elementosIMG_3120 presentes no quotidiano sob diversas formas e aspetos, e que à “Paz” apenas uma cor em particular é habitualmente associada, o branco, decidiu a equipa da biblioteca escolar construir um mural coletivo denominado “As Cores da Paz.”. Um simples e colorido desafio proposto aos pais e encarregados de educação que serviu para divulgar, sensibilizar e envolvê-los no projeto de inclusão “Bibliotecas ColorADD”.

DESAFIO:

1º- Reunir em família e juntos, em impresso produzido para o efeito, redigirem uma pequena mensagem sobre a importância da educação pela Não-violência e pela Paz;

2º- Consultar a tabela de códigos ColorADD e juntos, identificarem a cor associada a um símbolo específico proposto;

3º- Utilizar o lápis de cor correspondente ao símbolo identificado e juntos, pintarem de igual modo, um exemplo proposto;

4º- Utilizar uma tesoura para recortar parte do impresso e devolver à escola, por intermédio dos educandos, a parte destacada.

 A este ambicioso desafio responderam centenas de pais e encarregados de educação.

IMG_3114O policromático mural construído de pacíficas mensagens, atraiu centenas de pessoas, entre alunos, docentes, assistentes operacionais, pais e encarregados de educação.

A comunicação social que neste dia compareceu na escola, evidenciou o mural “ As Cores da Paz” e também a “Mega Ilustração ColorADD”, produzida em anterior ação do projeto de INCLUSÃO do agrupamento, usando-os como “pano” de fundo a entrevistas efetuadas a professores e alunos da escola.

Esta ação potenciou a divulgação da pacífica mensagem transmitida neste dia, e também a propagação do Sistema de Identificação de Cores para Daltónicos na comunidade escolar em particular e para o mundo em geral.

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O Carnaval ColorADD

carnaval ColorADDA Escola Piloto, EB1 Mem Martins n.º2, à semelhança de muitas outras escolas do país, “veste-se” de brincadeiras, folia, alegria, sorrisos, diversão, serpentinas, máscaras, música, e muita COR, na semana que antecede a pequena interrupção letiva do Carnaval.

Este ano, o tema escolhido para decorar o já tradicional painel coletivo, construído com o contributo individual de cada uma das turmas da escola, foi o circo.

O 1º ano de escolaridade foi a “espinha dorsal” deste painel. Foram os alunos deste ano de escolaridade e respetivos docentes, que ficaram encarregues de construir a tenda (cenário) do circo da escola.

Uma das principais caraterísticas das tendas de circo, é a COR. A característica principal da ColorADD, é também a COR, nomeadamente a sua representação através de simples códigos gráficos.

Quis a companhia do “Circo da Piloto”, os docentes titulares de turma, associar a alfabetização visual do código ColorADD (Sistema de Identificação de Cores para Daltónicos), à expressão plástica, nomeadamente à produção e pintura de coloridas bandeiras, para decorar a tenda do circo da escola.IMG_3016

Esta simples ação de associação de uma cor ao código, permite uma interiorização inconsciente do mesmo e natural descoberta pelos alunos, das cores através dos símbolos.

Cada uma das turmas do 1º ano de escolaridade ficou responsável por duas cores: uma primária e outra secundária.

O efeito visual do conjunto final, satisfez os pequenos artistas. A tenda do Circo da Piloto, aparenta mesmo ser verdadeira.

A consolidação da alfabetização das cores através dos símbolos ColorADD, não foi o único objetivo desta simples ação criativa. Também a educação e sensibilização ambiental e a consciencialização ecológica, foram associadas a este “trabalho” coletivo. A companhia do “Circo da Piloto”: o apresentador, os cães amestrados, os palhaços, os trapezistas, os malabaristas e muitas outras personagens desta milenar arte circense, foram produzidos com materiais reutilizáveis.IMG_3015IMG_3014IMG_3012

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ColorADD vs NEE

inclusãoA escola INCLUSIVA é uma escola onde todas as crianças são respeitadas e encorajadas a aprender. 

As Unidades de Ensino Estruturado são pois, valiosos recursos das escolas para fomentar a inclusão e melhoria da qualidade de vida dos alunos com algumas perturbações, na vida escolar em particular e na sociedade em geral.

No Agrupamento de Escolas de Mem Martins existem três Unidades de Ensino Estruturado. Existem também outros recursos, nomeadamente um psicólogo, uma terapeuta da fala e alguns docentes de educação especial que dão um apoio próximo a alunos com necessidades educativas especiais (NEE).

Estes agentes educativos estão particularmente habilitados tecnicamente e recorrem a estratégias pedagógicas em áreas específicas das problemáticas individuais dos alunos que apoiam. Uma característica particular destes agentes educativos é a sensibilidade às questões relacionadas com a inclusão. Ora, sendo o projeto “Bibliotecas ColorADD” alicerçado na Inclusão, é natural que, também eles, se queiram envolver e dar o seu contributo pessoal ao projeto do Agrupamento de Escolas de Mem Matins.IMG_3197

Os técnicos e docentes do ensino especial do agrupamento têm, juntamente com os professores bibliotecários, trocado sugestões, definido estratégicas, sinalizado lacunas e identificado possíveis melhoramentos técnicos e pedagógicos que podem ser aplicados ou adquiridos nas e para as bibliotecas escolares, melhorando-as consideravelmente e tornando-as espaços efetivamente para TODOS.

 “As bibliotecas escolares devem disponibilizar os seus serviços de igual modo a todos os membros da comunidade escolar, independentemente da idade, raça, sexo, religião, nacionalidade, língua e estatuto profissional ou social. Aos utilizadores que, por qualquer razão, não possam utilizar os serviços e materiais comuns na biblioteca, devem ser disponibilizados serviços e materiais específicos.”

 in Manifesto IFLA/Unesco 2000, Diretrizes para Bibliotecas Escolares

IMG_3204Já aqui agradecemos o especial contributo dos alunos que se têm voluntariado para, nas bibliotecas escolares do agrupamento, realizarem o processo de colocação de etiquetas coloridas com os símbolos ColorADD a elas associado, no fundo documental de cada biblioteca escolar.

Mas entre os voluntários que colaboram com as equipas das bibliotecas escolares, existem alguns que nos merecem especial atenção e carinho: os alunos das Unidades de Ensino Estruturado e os alunos da Educação Especial.

Estes especiais voluntários, com as limitações individuais que cada um apresenta, contribuem em algumas das atividades desenvolvidas e promovidas pelas bibliotecas escolares, no âmbito deste inclusivo projeto: A etiquetagem supra citada, as Leituras Inclusivas e, no caso da Secundária de Mem Martins, na produção de power point’s que habitualmente são utilizados em atividades da biblioteca escolar desta unidade de ensino.  

A todas as Unidades de Ensino Especial do Agrupamento, a todos os docentes de Educação Especial do Agrupamento, a todos os Apoios Técnicos do Agrupamento e especialmente a todos os alunos que destes recursos têm apoio e connosco têm colaborado, o mais sincero agradecimento da equipa de professores bibliotecários do Agrupamento de Escolas de Mem Martins.

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