Replicação de Boas Práticas II

2Uma pessoa invisual será capaz de atravessar, sozinha, um cruzamento? Sim, depende da estrutura arquitetónica e não especificamente da deficiência: sinalização tátil no chão disponíveis, semáforos com dispositivos áudio, etc…

Uma pessoa que necessite de uma cadeira de rodas para se deslocar será capaz de o fazer, sozinha, num edifício, numa escola, numa localidade, etc? Sim, depende da estrutura arquitetónica e não especificamente da deficiência: existência de rampas de acesso, elevadores, etc.

Um daltónico será capaz de combinar, autonomamente, a cor das peças de roupa que pretende usar, orientar-se numa biblioteca em que os recursos estão organizados por temas e a cada tema está associado uma cor, identificar numa simples caixa de lápis de cor, o de cor vermelha por exemplo, para pintar um simples telhado de um desenho, etc? Sim, depende da existência ou não do Sistema de Identificação de Cores para Daltónicos “ColorADD” e não especificamente da limitação: aplicação do código no vestuário, nos serviços e recursos da biblioteca escolar, na caixa de lápis, etc.

Muitas outras deficiências podiamos aqui exemplificar. O que de relevante importa destacar, é que deficiência e impossibilidade, não são sinónimos.

Atualmente, não faz sentido a falta de acesso e oportunidade para TODOS. As estruturas necessitam de se adequar às especificidades das pessoas e não o contrário, independentemente da representação percentual de pessoas com deficiência da população.

Faz sentido sim, preparar o ambiente físico que recebe pessoas com limitações, qualificar os profissionais que com eles interagem, diversificar as metodologias e materiais didáticos utilizados para que TODOS, tenham de igual modo, acesso ao conhecimento, à aprendizagem, etc.

São estes os principais objetivos do projeto do Agrupamento de Escolas de Mem Martins.

A implementação do Código de Identificação de Cores para Daltónicos “ColorADD” nos serviços e recursos das bibliotecas escolares do Agrupamento é já uma realidade.

Depois da pioneira Terra do Faz-de-Conta, EB1 Mem Martins n.º2 – Escola Piloto, seguiram-lhe as pisadas a EB 2,3 Maria Alberta Menéres e agora a Secundária de Mem Martins, unidades de ensino cujas bibliotecas escolares estão integradas na RBE (Rede de Bibliotecas Escolares).

Este é um processo de transformação contínuo, nomeadamente a etiquetagem de livros com as cores e símbolos correspondentes que identificam cada uma das Classes das coleções individuais de cada biblioteca escolar.

O contributo dos alunos que se voluntariaram para o fazer, tem sido crucial para que este ambicioso desejo do agrupamento se propague de forma tão célere. A todos eles, o mais sincero agradecimento da equipa de professores bibliotecários do Agrupamento de Escolas de Mem Martins.

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